
Cântico dos Cânticos, 2
1 Eu sou a flor do campo, o lírio dos vales. (ver nota)
2 Como lírio entre os espinhos, assim é a minha amiga entre as donzelas. (ver nota)
3 Como a macieira entre as árvores dos bosques, assim é o meu amado entre os jovens. Sentei-me à sombra daquele a quem tanto tinha desejado, e o seu fruto é doce à minha boca.
4 Ele introduziu-me na sala do festim, desfraldou contra mim a bandeira do amor.
5 Confortai-me com doces de uvas passas, fortalecei-me com frutos, porque desfaleço de amor. (ver nota)
6 A sua mão esquerda está debaixo da minha cabeça, e a sua mão direita abraça-me. (ver nota)
7 Eu vos conjuro, filhas de Jerusalém, pelas gazelas e corças do campo, que não perturbeis nem acordeis a minha amada, antes que ela queira. (ver nota)
8 Ouço a voz do meu amado! Ei-lo aí vem, saltando sobre os montes, pulando sobre os outeiros.
9 O meu amado é semelhante a uma gazela e a um veadinho. Ei-lo que está por detrás da nossa parede, olhando pelas janelas, espreitando através das gelosias.
10 Eis o meu amado, que me diz: Levanta-te, rainha amada, formosa minha e vem (ao campo).
11 Eis que já passou o inverno, já se foram, cessaram de todo as chuvas.
12 Apareceram as flores na nossa terra, chegou o tempo dos cantares, ouviu-se na nossa terra a voz da rola;
13 a figueira começou a brotar os seus figos, as vinhas em flor espalham o seu perfume. Levanta-te, amiga minha, formosa minha, e vem !
14 Pomba minha, tu (que te recolhes) nas aberturas da pedra, nas fendas dos rochedos escarpados, mostra-me a tua face, ressoe a tua voz aos meus ouvidos, porque a tua voz é doce, e a tua face graciosa.
15 Apanhai-nos as raposas, as raposas pequenas que destroem as vinhas, porque a nossa vinha está já em flor.
16 O meu amado é para mim e eu para ele, apascenta (o seu rebanho) entre os lírios!
17 Antes que chegue o fresco do dia e se inclinem as sombras, volta! Sê semelhante, amado meu, à gazela e ao veadinho, (que corre) sobre os montes de Beter.
Notas:
Edição da bíblia traduzida da vulgata pelo Padre Manuel de Matos Soares, 1956. Recomenda-se ler a obra original com os comentários do padre Matos Soares em português.
Segundo o Catecismo, 5ª Parte, § 4º, podem ler-se as traduções em língua vulgar da Bíblia desde que sejam reconhecidas como fiéis pela Igreja Católica, e venham acompanhadas de explicações ou notas aprovadas pela mesma Igreja. A Igreja proíbe as Bíblias protestantes porque ou estão alteradas e contêm erros, ou porque, faltando-lhes a sua aprovação e as notas explicativas das passagens obscuras, podem causar dano à Fé. Por isso a Igreja proíbe também as traduções da Sagrada Escritura já aprovadas por Ela, mas reimpressas sem as explicações que a mesma Igreja aprovou. Sendo assim, é necessário também ler as notas explicativas da versão impressa da Bíblia do Padre Matos Soares, edição de 1956.
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