Meditação de 7 de março

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Festa de Santo Tomás de Aquino

Festa de Santo Tomás de Aquino

Quasi sol refulgens, sic ille effulsit in templo Dei – “Como o sol resplandecente, assim ele resplandeceu no templo de Deus” (Ecle 50, 7)

Sumário. É com justa razão que os fiéis dão a este Santo o nome de Sol; porquanto, assim como o sol material alumia e aquece a terra, Santo Tomás nos aquece com os seus exemplos e nos alumia com sua doutrina. Rendamos graças a Deus, por nos ter concedido este Astro benfazejo, e roguemos-lhe a graça de aproveitarmos o seu influxo salutar. Lembremo-nos, porém, de que a sabedoria celestial se adquire mais pela oração do que pelo estudo. I. Não é sem justa razão que os fiéis dão a Santo Tomás o nome de Sol; porquanto, assim como o sol material ilumina e aquece a terra, o Santo nos aquece com os seus exemplos e alumia-nos com sua doutrina.

Ele é em primeiro lugar um belo modelo de devoção à Virgem Santíssima. Desde criança se distinguiu pelo amor a nosso Senhor, engolindo um papelzinho no qual estava escrito a Ave-Maria, e que com suas lágrimas obteve que lh’o restituíssem depois de lh’o terem tirado das mãos. Desde então a grande Mãe de Deus tomou posse daquele coração inocente.

– É o Santo modelo de assiduidade na oração. Sendo ainda menino, o que mais desejava era que lhe ensinassem quem é Deus, e desde a idade de dez anos passava cada dia duas horas em oração, e afim de tratar mais livremente com Deus, tomou o hábito na Ordem de São Domingos, quando tinha apenas quatorze anos de idade.

É igualmente modelo de desapego do mundo e de firmeza heroica. Para lhe tirarem a resolução de se fazer religioso, os parentes o maltrataram e encerraram num cárcere; chegaram mesmo a mandar para junto dele uma mulher perdida afim de perverter. Mas o santo jovem venceu tudo. Não podendo fugir, como fez José, repeliu de si aquela mulher impudente com um tição em braça. Em recompensa disso os anjos cingiram-no com a cinta de perpétua virgindade.

É ainda modelo de caridade e de zelo pela glória de Deus e pela salvação das almas, promovendo-a por meio da pena, da palavra e da oração; acolhendo todos com mansidão e consolando e socorrendo onde pudesse.

É modelo de humildade; não fazendo nunca ostentação da sua sabedoria, nem afagando pensamentos de vaidade, pelo que no princípio o tiveram por pouco talentoso.

Finalmente, Santo Tomás é modelo de amor para com Deus. O que o Santo provou claramente, quando, perguntado por Jesus Cristo que galardão desejava por haver tão bem escrito sobre Ele, respondeu:

“Senhor, não quero senão só a Vós mesmo” (1)

– Regozija-te com o Santo, e promete ser-lhe sempre devoto. Lembra-te, porém, do que diz Santo Agostinho:

A verdadeira devoção consiste na imitação das virtudes do Santo por quem o venera – Vera devotio est imitari quem colimus

II. Santo Tomás é chamado de Sol, não só porque nos aquece pelos seus exemplos, mas também, e mais ainda, porque nos alumia com a sua doutrina. As muitas obras com que enriqueceu a Igreja, são outros tantos monumentos da sua profunda ciência humana e divina. Cada artigo é um prodígio de sabedoria, cada linha uma sentença, digna de ser escrita em letras de ouro. Baste-nos saber que o Concílio de Trento não hesitou em se servir das próprias palavras do Santo para formular as suas decisões.

– Numa palavra, é tão vasta a ciência do Santo, que mereceu o título de Doutor Angélico, de Padroeiro das escolas católicas. Jesus Cristo mesmo se dignou tecer-lhe elogio com estas palavras notáveis:

Bene scripsisti de me, Thoma – “Tomás, escreveste bem sobre mim” (2)

Agradece a Deus o ter feito surgir na sua Igreja este novo Astro, que alumiará até ao fim dos séculos, e pede-lhe pelos méritos do Santo a graça de aproveitares as suas luzes. Para este fim é necessário que imites a Santo Tomás, que adquiriu tamanha ciência não só pelo estudo, mas também e muito mais pela oração assídua, acompanhada de penitências e jejuns: Nunca o Santo se pôs a estudar sem que primeiro recorresse ao Pai das luzes:

Da mihi, Domine, sedium tuarumassitricem sapientiam – Dá-me aquela sabedoria que está ao pé de ti no teu trono (3)

“Ó Deus, que ilustrastes a vossa Igreja com a erudição admirável de Santo Tomás, e a fecundastes com as suas santas obras, concedei-me compreender com minha inteligência o que ele ensinou, e imitar o que fez” (4). Fazei-o pelo amor de Jesus Cristo, e pela intercessão de Maria Santíssima.

Referências: (1) Lect. II Noct. (2) Lect. II Noct. (3) Sb 9, 4 (4) Or. Festi.

(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo I: Desde o Primeiro Domingo do Advento até a Semana Santa Inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 438-441)

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Maria Santíssima, modelo de amor para com Deus

Maria Santíssima, modelo de amor para com Deus

Ego Mater pulchrae dilectionis – “Eu sou a Mãe do belo amor” (Eclo 24, 24)

Sumário. O fogo de amor em que ardia o Coração da Santíssima Virgem foi tão veemente, que ela não repetia os atos de amor, como fazem os outros santos, mas por um privilégio singular amou a Deus sempre atualmente com um contínuo ato de amor. Mas se Maria amou e ama tanto a seu Deus, certamente ela não exige outra coisa de seus devotos, senão que O amem também. Como é que tu O amas? Se por ventura te sentes frio, chega-te com confiança a tua amada Mãe e roga-lhe que te faça seu semelhante.

I. Deus, que é amor, veio ao mundo para acender em todos a chama do seu divino amor; mas nenhum coração ficou tão abrasado como o Coração de sua Mãe, o qual, sendo todo puro dos afetos terrenos, estava todo disposto para arder neste santo fogo. Por isso o Coração de Maria se tornou todo fogo e chamas, como se lê nos Cânticos sagrados: Lampades eius, lampades ignis atque flammarum (1)? “As suas lâmpadas são umas lâmpadas de fogo e de chamas”. Fogo, ardendo interiormente, como explica Santo Anselmo, e chamas resplandecendo para fora com o exercício das virtudes.

Revelou a própria Maria a Santa Brígida, que neste mundo ela não teve outro pensamento, outro desejo, nem outro gosto senão Deus. Eis porque a sua alma bendita absorta sempre nesta terra na contemplação de Deus, fazia inúmeros atos de amor. Ou, para melhor dizer, como escreve Bernardino de Bustis, Maria não multiplicava os atos de amor, como fazem os outros santos; mas, por um privilégio singular, ela amou a Deus atualmente com um contínuo ato de amor. Qual águia real sempre tinha os olhos fixos no divino Sol, de maneira (diz São Pedro Damião) que nem as ações da vida lhe impediam o amor, nem o amor lhe impedia a ação.

Acrescentam Santo Ambrósio, São Bernardino e outros, que nem mesmo o sono interrompia o ato de amor da Santíssima Virgem; de modo que podia verdadeiramente dizer com a sagrada Esposa: Ego dormio, et cor meum vigilat (2)? “Eu durmo e o meu coração vela”. Foi figura de Maria o altar propiciatório, no qual nunca se extinguia o fogo, nem de dia, nem de noite. Numa palavra, afirma o Bem-aventurado Alberto Magno que Maria foi cheia de tão grande amor, que quase não podia caber mais amor numa pura criatura terrestre. Os próprios serafins podiam descer do céu, para aprenderem no Coração de Maria como se deve amar a Deus. No reino celeste ela só, entre todos os santos, pode dizer a Deus: Senhor, se não Vos amei quanto mereceis, ao menos amei-Vos quanto me foi possível.

II. Já que Maria ama tanto a seu Deus, não há certamente coisa alguma que ela exija tanto de seus devotos como que O amem igualmente. É o que a divina Mãe disse à Bem-aventurada Ângela de Foligno, num dia em que esta tinha comungado; é o que ela disse também a Santa Brígida: “Filha, se queres cativar o meu amor, ama o meu Filho”.

Pergunta Novarino, porque a Santa Virgem, à imitação da Esposa dos Cantares, rogava aos anjos que fizessem saber ao seu Senhor o grande amor que lhe consagrava, dizendo: Adiuro-vos… ut nuntietis ei, quia amore langueo (3)? “Eu vos conjuro… que lhe façais saber que estou enferma de amor”. Por ventura não sabia Deus quanto ela O amava? Com certeza sabia-o, responde o autor sobredito, que a Virgem quis fazer patente a nós o seu amor; a fim de que, assim como ela estava ferida de amor, nos infligisse a mesma ferida: Ut vulnerata vulneret. Porque foi toda fogo em amar a Deus, por isso, como diz São Boaventura, abrasa e torna seus semelhantes todos os que a amam e a ela se avizinham. Pelo que Santa Catarina de Sena chamava a Maria Santíssima portatrix ignis: a portadora do fogo do amor divino. Se queremos também arder nesta beata chama, procuremos sempre avizinhar-nos à nossa Mãe santíssima com súplicas e afetos.

Ah, Rainha do amor, Maria! Sois vós, no dizer de São Francisco de Sales, a mais amável, a mais amada e a mais amante de todas as criaturas. Ah, minha Mãe! Vós que ardestes sempre e toda em amor a Deus, dignai-vos dar-me ao menos uma faísca desse amor. Rogastes a vosso Filho por aqueles esposos aos quais faltava o vinho: Vinum non habent (4)? “Eles não têm vinho”: não rogareis por nós a quem falta o amor a Deus, ao qual temos tanta obrigação de amar? Dizei somente: Amorem non habent? “Eles não têm amor”, e alcançar-nos-eis o amor. Outra graça não vos pedimos senão esta. Ó minha Mãe! Porquanto amais a Jesus, atendei-nos, rogai por nós.

Referências:

(1) Ct 8, 6 (2) Ct 5, 2 (3) Ct 5, 8 (4) Jo 2, 3

(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo I: Desde o Primeiro Domingo do Advento até a Semana Santa Inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 332-334)

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