
Como a pureza é pouco conhecida e apreciada no mundo
Ai, meus irmãos, como a pureza é pouco conhecida no mundo, quão pouco nós a estimamos, quão pouco cuidado nós pomos em conservá-la, quão pouco zelo temos em pedi-la a Deus, pois que não a podemos ter de nós mesmos.
Não, nós não conhecemos esta bela e amável virtude que ganha tão facilmente o coração de Deus, que dá um tão belo brilho a todas as nossas outras boas obras, que nos eleva acima de nós mesmos, que nos faz viver sobre a terra como os anjos do Céu!
Não, meus irmãos, a pureza não é conhecida por estes velhos infames impudicos que se arrastam, se rolam e se submergem na lama de suas torpezas, cujo coração é semelhante àqueles… sobre o alto das montanhas… queimados e abrasados por estes fogos impuros.
Ai! Bem longe de procurar extingui-lo, eles não cessam de acendê-lo e abrasá-lo por seus olhares, por seus pensamentos, seus desejos e suas ações.
Em que estado estará esta alma, quando aparecer diante de Deus, a pureza mesma? Não, meus irmãos, esta bela virtude não é conhecida por esta pessoa, cujos lábios não são mais que uma abertura e um tubo de que o Inferno se serve para vomitar suas impurezas sobre a terra, e que se alimenta disto como de um pão cotidiano.
Ai! A alma deles não é mais que um objeto de horror para o Céu e para a terra! Não, meus irmãos, esta bela virtude não é conhecida por estes jovens cujos olhos e mãos estão profanados por estes olhares e…
Ó Deus, quantas almas este pecado arrasta para o Inferno!
Não, meus irmãos, a bela virtude da pureza não é conhecida por estas moças mundanas e corrompidas que tomam tantas precauções e cuidados para atraírem sobre si os olhos do mundo; que por seus enfeites exagerados e indecentes, anunciam publicamente que são infames instrumentos de que o Inferno se serve para perder as almas; estas almas que custaram tantos trabalhos, lágrimas e tormentos a Jesus Cristo!
Vede estas infelizes, e vós vereis que mil demônios circundam sua cabeça e seu coração.
Ó meu Deus, como a terra pode suportar tais sequazes do Inferno? Coisa mais espantosa ainda, como mães as suportam num estado indigno de uma cristã! Se eu não temesse ir longe demais, eu diria a estas mães que elas valem o mesmo que suas filhas.
Ai, este infeliz coração e estes olhos impuros não são mais que uma fonte envenenada que dá morte a qualquer que os olha e os escuta. Como tais monstros ousam se apresentar diante de um Deus santo e tão inimigo da impureza!
Ai! A vida deles não é mais que uma acumulação de banha que eles estão juntando para inflamar o fogo do Inferno por toda a eternidade. Mas, meus irmãos, deixemos uma matéria tão desagradável e tão revoltante para um cristão, cuja pureza deve imitar a de Jesus Cristo mesmo; e voltemos à nossa bela virtude da pureza que nos eleva até o Céu, que nos abre o coração adorável de Jesus Cristo, e nos atrai todas as bênçãos espirituais e temporais.
Retirado do “Sermão sobre a Pureza” de São João Maria Vianney, o Cura D’Ars.
Categorias: Castidade e pudor, Começando a ser modesta, Escritos de santos, Sermões, Virtudes da mulher católica
Tags: castidade, pureza, são joão maria vianney
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Publicado em: 8 de outubro de 2017.
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